AMAPE

Costureiras produzem sacolas ecolgicas





Cidades » PRESERVAÇÃO

          » www.jc.com.br/cidades » ciência / meio ambiente

        CONFECÇÃO  -  Mulheres utilizam algodão cru e cada unidade custa R$ 8

         Trabalho em parceria com a Associação Meio Ambiente Preservar e Educar pretende orientar os consumidores a não usar sacos plásticos

 

 

Costureiras produzem sacolas ecológicas

Substituir o uso de sacos plásticos por sacolas de tecido e minimizar o impacto ambiental provocado por essas embalagens no ecossistema é a principal meta da campanha Eco Sacolas, promovida pela Associação Meio Ambiente Preservar e Educar (Amape), entidade que atua há dez anos em ações ecológicas no Grande Recife. O projeto, feito em parceria com costureiras de comunidades em situação de risco, pretende estimular o uso das sacolas retornáveis pelos consumidores. De acordo com o coordenador da ONG, Sérgio Nascimento, a iniciativa faz parte de uma série de ações realizadas pela associação para combater a poluição ambiental.“Devemos pensar no impacto que o uso desses saquinhos causa na natureza. Temos que lutar para modificar o hábito dos clientes. Além do mais, com a produção das sacolas também resgatamos a auto-estima dessas mulheres, proporcionando trabalho e renda”, afirma. As eco sacolas são produzidas em tecidos ecológicos. A maioria é confeccionada com algodão cru e a unidade custa R$ 8. A sacola suporta até dez quilos e mede 50 centímetros de altura por 50 centímetros de largura. Quem quiser pode solicitar pelo site da associação: www.amape.org.br. Um saco plástico comum pode demorar cerca de cem anos para se decompor. Segundo Sérgio Nascimento, são produzidas, atualmente, cerca de 18 bilhões de sacolas plásticas em todo o País e menos da metade desse material chega às indústrias de reciclagem. Além do mais, as sacolas são responsáveis pela maioria das mortes envolvendo animais marinhos. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), elas provocam, por ano, a morte de 1 milhão de aves e de 100 mil mamíferos. “As tartarugas pensam que são algas flutuando. Acabam ingerindo e morrem sufocadas”, comenta. Uma tentativa de banir de vez por todas os sacos plásticos é o Projeto de lei número 322/2007, proposto pelo deputado José Queiroz, que tramita nas Comissões de Legislação e Justiça e Defesa do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A minuta prevê a proibição de sacolas plásticas nos supermercados e estabelecimentos comerciais e a substituição por sacos de papel. Desde o dia 1º de junho, o governo da China também proibiu a distribuição de sacolas plásticas gratuitas no comércio.

MODELO

As lojas do Wal-Mart em Pernambuco já estão comercializando as sacolas retornáveis. O Clube de fidelização do Bompreço (Bomclube) lançou dois novos modelos. Em um mês, foram resgatadas mais de 6,5 mil sacolas. Cada uma pode ser trocada por 580 pontos do Bomclube.

Sacola tem 50 cm de largura por 50 cm de altura e suporta até 10 kg

 


Fonte: www.jc.com.br/cidades

Rua Engenheiro Oscar Ferreira, 338 - Poo - Recife, PE | Fone: 81 3266.4873 - amape@oi.com.br | Desenvolvido por Equipe G4 - Faculdade Marista